ARTIGO

Celebra o dia Internacional da Educação _

  • A Educação é essencial, quer para os indivíduos quer para o país
  • A educação continua a compensar, mas é preciso ajudar os jovens nas suas decisões educativas
  • A educação é cada vez mais um assunto para a vida 
  • As grandes áreas de evolução da educação 
  • As metas aspiracionais da FJN para 2040 
  • O contributo da Fundação José Neves
  • Um ano de impacto das ferramentas FJN


A Educação é essencial, quer para os indivíduos quer para o país


Os benefícios comprovados da educação são tão amplos que é indiscutivelmente uma aposta ganha, quer para indivíduos quer para a sociedade como um todo.

Os benefícios da educação mais estudados dizem respeito à carreira. Há evidência de que, em média, mais educação leva a melhores carreiras, não apenas melhores perspectivas de emprego e salário ao longo da vida, mas também maior satisfação profissional, melhores condições de trabalho, e maior proteção laboral em situações de crises.

Mas os benefícios da educação não se limitam ao indivíduo que a adquire e à vida profissional. Estendem-se a outros agentes - aos colegas de trabalho, à produtividade e inovação de empresas, até à geração seguinte – e a outras áreas da vida - saúde, bem-estar, cidadania e menor criminalidade. Em última análise, os estudos mostram que uma população mais qualificada conduz ao crescimento e ao desenvolvimento socio-económico.

A educação continua a compensar, mas é preciso ajudar os jovens nas suas decisões educativas 

Em Portugal, estudar continua a compensar em termos salariais, não só ao nível do ensino superior, mas também em cursos de menor duração e profissionais. Por exemplo, os jovens que tiram um curso técnico superior profissional têm um salário 9% superior a quem apenas termina o ensino secundário. Para os jovens licenciados, o ganho salarial face ao ensino secundário é de 42%.

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Sabe mais sobre este tema neste insight:

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Também entre os jovens, mais educação está associada a contratos mais estáveis: 38,6% dos jovens com ensino superior têm um contrato a termo, o que compara com cerca de 50% para os níveis mais baixos.

Maiores níveis de qualificação continuam a estar associados a maior empregabilidade e menor propensão ao desemprego, embora esta vantagem tenha vindo a esbater-se nos últimos anos, principalmente entre os homens mais jovens. E, embora os jovens sejam um dos grupos mais afetados em situações de crise económica, o seu nível de escolaridade importa. A crise pandémica veio relembrar que mais educação protege a posição dos jovens no mercado de trabalho nessas situações. Sabe mais sobre este tema neste insight:

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As vantagens da educação são muito díspares consoante as áreas de formação e a procura do mercado, sendo importante apoiar os jovens nas suas decisões educativas, garantindo que são informadas e conscientes, para que possam aceder a um futuro melhor e alinhado com as suas expectativas.

Lançámos o "Guia para jovens e pais: como escolher o que estudar?" com recomendações práticas para os jovens e para os familiares que os ajudam na tomada de decisão do que estudar.

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A educação é cada vez mais um assunto para a vida 

Perante um mundo em rápida mudança e muito mais tecnológico, alteraram-se profundamente as competências necessárias para uma vida longa, próspera e saudável. De acordo com a OCDE, 14% das profissões atuais poderão vir a tornar-se automatizadas e 32% das profissões irão, pelo menos, ter tarefas significativamente diferentes.  

A abertura à aprendizagem ao longo da vida é, por isso, determinante para enfrentar os novos desafios sociais, profissionais e pessoais e a única forma de acompanhar essa evolução e manter relevância num mercado de trabalho pautado pela constante mudança.  

No entanto, apenas 10% dos adultos portugueses participaram em educação e formação em 2020.

Apesar de este valor ser essencialmente igual à média europeia, é particularmente preocupante para Portugal, dado o grave défice de qualificações dos adultos portugueses - Cerca de metade dos adultos não terminou o ensino secundário.

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Mais preocupante é o facto de a taxa de participação ser superior entre os adultos com maiores qualificações, ou seja, entre os diplomados do ensino superior. Neste grupo, cerca de 21% participa. Já entre os que não completam o ensino secundário, ou seja, aqueles que mais beneficiariam de formação, não passam dos 4% os que participam em algum tipo de educação e formação.  

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Os dados também mostram que há uma franja significativa dos adultos, cerca de um terço, que não frequentou nem pretende frequentar educação e formação (33%). Mas praticamente metade dos adultos (48%) gostaria de apostar (ou de apostar mais) na sua educação e formação.

Todos estes desafios implicam que Portugal apareça internacionalmente como o país onde é mais urgente preparar o sistema de educação e formação de adultos para o futuro. É necessário por isso alertar os adultos para a importância da aprendizagem ao longo e da vida e criar mecanismos para a promover e ultrapassar os obstáculos, envolvendo não só os indivíduos, mas também todos os atores deste sistema: empresas, entidades formadoras, instutuições de ensino e decisores políticos.

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Lançámos o "Guia para adultos: como aprender ao longo da vida?" com recomendações práticas para incentivar a aprendizagem ao longo da vida e ajudar os adultos nesse processo.

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As grandes áreas de evolução da educação 

Os desafios da educação são muito amplos e abarcam a educação ao longo de toda a vida. As grandes áreas de desenvolvimento na educação em Portugal devem passar por: 

  • apostar nas qualificações dos jovens portugueses; 
  • garantir alinhamento entre educação e formação e necessidades do mercado de trabalho; 
  • promover a aprendizagem ao longo da vida; 
  • requalificar a população com baixas qualificações para manterem relevância no mercado de trabalho; 
  • acompanhar e antecipar as dinâmicas e necessidades do mercado de trabalho; 
  • diversificar o formato e modelos da oferta educativa.


As metas aspiracionais da FJN para 2040 

A educação e formação são apostas centrais para Portugal se transformar numa sociedade do conhecimento e ter um futuro melhor, com maior bem-estar individual e social. A FJN definiu metas de desempenho aspiracioanis para 2040 em indicadores de uma sociedade do conhecimento, organizados em 3 eixos. 

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No eixo da “EDUCAÇÃO”, ambicionamos uma população jovem e adulta mais qualificada, portanto com menos população com baixa escolaridade e mais população com ensino superior: pelo menos 60% dos jovens com ensino superior e, no máximo, 15% dos adultos com baixa escolaridade.  

Mas este reforço da educação deve ser alinhado às necessidades do mercado de trabalho. No eixo “ALINHAMENTO EDUCAÇÃO/EMPREGO”, ambicionamos que 90% dos jovens que terminam um nível de escolaridade estejam empregados e que 25% adultos participem em educação e formação ao longo da vida para se atualizarem e manterem relevantes no mercado de trabalho cada vez mais desafiante e onde a constante é a mudança.  

E, no eixo do “EMPREGO”, ambicionamos que Portugal esteja entre os 10 países da UE com mais emprego em setores tecnológicos e intensivos em conhecimento. 

O contributo da Fundação José Neves


Este caminho para o futuro terá que ser trabalhado por toda a sociedade e a Fundação José Neves pretende, durante os próximos 20 anos, ser um dos contribuintes para estes esforços e ajudar a transformar Portugal numa sociedade do conhecimento. 

A Fundação José Neves disponibiliza duas importantes ferramentas para ajudar a concretizar esta missão de transformar Portugal numa sociedade do conhecimento.  

O programa ISA FJN, que tem como objetivo apoiar os portugueses no acesso aos cursos e formações que lhes permitam adquirir as competências para os empregos do futuro, através do pagamento integral da propina.  

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E a plataforma Brighter Future, a maior base de conhecimento sobre Educação, Empregabilidade e Competências em Portugal, que constitui um aliado muito importante para ajudar jovens, adultos, instituições de ensino e empresas a tomarem decisões com base em informação relevante. O Brighter Future lança com regularidade insights sobre educação, emprego e competências e já lançou dois guias para ajudar jovens e adultos nas suas decisões educativas e formativas.  

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Um ano de impacto das ferramentas FJN

Até ao final de 2021, as ferramentas da FJN tinham já impactado muitos portugueses. Por exemplo, o Brighter Future já tinha sido consultado mais de 70.000 vezes.  

No âmbito dos ISA FJN, mais de 200 alunos foram apoiados, o que traduziu num investimento superior a 1,5 milhões de euros. Muitos dos alunos apoiados pelos ISA FJN não conseguiriam formar-se sem o apoio da FJN, indicando que se está a dar acesso à educação a quem, de outra forma, não a teria.  

E, apesar do número de ISA FJN que já terminaram a formação ainda ser reduzido, os dados sobre o efeito na vida profissional dos alunos são animadores: a larga maioria destes candidatos está empregado e há um efeito positivo na empregabilidade e na remuneração salarial dos bolseiros, quando comparada com a situação pré-formação.  





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